Mestrado profissional Inovação em Comunicação e Economia Criativa: estudantes relatam suas experiências

O Mestrado Profissional Inovação em Comunicação e Economia Criativa, da Universidade Católica de Brasília (UCB) envolve diversas áreas de atuação como as Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) e, os meios digitais – ligados diretamente à Economia Criativa. Por isso, o programa atraí   profissionais de diversos ramos que buscam aprimorar suas técnicas dentro de uma nova cultura tecnológica e informacional – tanto pela perspectiva da ciência quanto do conhecimento.

Por ser um curso focado no mercado de trabalho, o currículo incentiva a produção técnica aliada à intelectual. Dentre seus alunos, há profissionais atuantes em segmentos ligados tanto à comunicação e às artes quanto ao empreendedorismo, à governança e à gestão da comunicação nos setores público, privado e no terceiro setor.

O desafio desses estudantes é se reinventarem e ampliarem suas oportunidades de atuação profissional. Então saiba um pouco o que pensam e como tem vivenciado a oportunidade na UCB.

Lilian Matheus é graduada em Relações Públicas pelo UniCEUB e é analista da Embrapa. Para ela, o curso significa uma abertura de novos horizontes. “As disciplinas me levaram a ter contato com outros tipos de leituras que, até então, eu não conhecia”, conta. Ela tem direcionado todo o aprendizado para a aplicação prática em sua vida profissional. “Um exemplo disso é a criação de um vídeo animação – resultado da disciplina de audiovisual – que está sendo usado pela empresa onde trabalho”.

Para Déborah Lins, graduada em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília e bibliotecária documentalista do CADE, o mestrado tem sido enriquecedor por proporcionar troca de experiências com profissionais dos mais diversos ramos, embora ela sinta falta de mais contato com o mercado. Ela vê um diálogo interdisciplinar muito importante entre sua área de atuação e a Comunicação, mas “ainda não pude aplicar tanto os conhecimentos”. Seu projeto de pesquisa está relacionado a um Estudo de Recepção do público da Biblioteca Agamenon Magalhães. 

Já Gustavo Falleiros, jornalista da Revista CNT Transporte Atual, tem visto o mestrado como uma experiência muito gratificante, sobretudo por criar um espaço de reflexão após tantos anos de seu afastamento da academia. Para ele, as disciplinas ofertadas até agora dialogam muito entre si, “o que permite uma progressão bastante suave na complexidade dos conteúdos. Pelo fato das aulas serem quinzenais, isso possibilita a adequação da nossa rotina de trabalho com a rotina acadêmica”. 

“Trabalho numa organização que se preocupa muito com inovação, e tenho conseguido transpor o conteúdo das disciplinas para minha realidade no trabalho”, conta ele, que desenvolve um trabalho como produtor cultural de forma independente e buscou se aprofundar no estudo da cultura popular. 

Seu projeto, orientado pela professora Florence Dravet, busca investigar o imaginário da viola caipira – sobretudo na produção de Roberto Correia, um violeiro local. A pesquisa tem duas frentes, sendo a primeira investigar o imaginário da viola com base nos ensinamentos do professor Gilbert Durand, e a segunda trata propriamente da cultura oral, usando o medievalista suíço Paul Zumthor.

Alessandra Bastos é apresentadora do programa nacional “A Voz do Brasil” e, afirma que o fato da dinâmica do mestrado ser distinta da graduação tem sido um aspecto agradável na aprendizagem.

Por mais que as disciplinas não sejam voltadas ao jornalismo – sua área de formação, ela acredita que elas “nos fazem refletir sobre as mudanças frente a um mundo tecnológico”.

Seu projeto de pesquisa é um estudo sobre a intuição – capacidade físico-química inerente a todo ser humano, apesar de não sermos educados a utilizá-la. “A intuição é uma fonte de informação e uma forma de comunicação não verbal que ajuda muitos profissionais na tomada de decisões e no desenvolvimento da criatividade. A principal diferença entre o cérebro humano e a máquina é a capacidade de intuição e criatividade”. Para ela, é nesse sentido que o profissional do futuro precisa estar preparado.

Por: Thalita Cardoso

Fotos: Faiara Assis

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *