Meios imersivos: pesquisa de mestrando destrincha experiências e narrativas criadas por essa onda tecnológica

Meios imersivos de multissensorialidade ganham cada vez mais espaço entre as novas tecnologias. O ambiente da realidade virtual possibilita a exploração do espaço e pode proporcionar interação, visualização e movimento com visões tridimensionais e a experiência de ser transportado para um lugar simulado. De olho nessa onda tecnológica, Hudson Araújo, discente no curso de mestrado Inovação em Comunicação e Economia Criativa, desenvolve uma pesquisa que visa observar quais características são elementares para a produção de sentido quando meios imersivos são suportes para as narrativas.

Cada dia mais avançados tecnologicamente, esses meios servem nas mais diversas estratégias e aplicações, inclusive para a construção de experiências promovidas por estímulos sintéticos dos sentidos visual, auditivo e tátil simultaneamente a qual permite tipos de interação não disponíveis no mundo real.

Para o discente, a estrutura acadêmica do curso tem permitido grandes avanços na investigação sobre qual a importância dos meios imersivos para produção de sentido nas narrativas. “Alcançar o potencial de mundos sintéticos imersivos para a produção de conteúdo requer a pesquisa e entendimento das lógicas de reconhecimento, construção e produção de sentido durante essas experiências, levando em consideração os fatores psicológicos, sociais e culturais da sociedade contemporânea. Tais bases só são alcançadas, no meu entendimento, sob uma estrutura acadêmica como a de um mestrado”, diz.

Hudson Araújo explica que propiciar o suporte necessário para todas as fontes de estímulos exige recursos, dispositivos e aplicações (softwares) aprimorados, tais como estações de computadores, dispositivos mobile (celulares e tablets), dispositivos montados na cabeça (head mounted display – HMDs), luvas hápticas, sensores de movimentação, entre outros. Meios que dão aos usuários a sensação de que a aplicação está sendo executadas no ambiente tridimensional real, possibilitando sua exploração como por movimentação natural dos objetos com o uso das mãos. Aplicados em conjunto ou não, o uso desses dispositivos aprimorados define o que é chamado de realidade virtual imersiva. Ao invés de experimentar a realidade física, uma pessoa é colocada em outra realidade que inclui o físico junto com o virtual. 

O discente já observou que de uma maneira drasticamente imersiva, esses meios transformam as experiências de modo envolvente, capturando a atenção de forma claramente única: o foco está na interação na medida em que se tem contato com a história e a realidade virtual transforma as narrativas em uma experiência prática factível, agregando muita relevância ao conteúdo e engajamento. “Esses meios caminham para serem a quarta plataforma de computação do consumidor, precedida por PCs, internet e dispositivos móveis. Agora a quarta onda de realidade virtual e aumentada está caindo sobre nós. Se a presença destes meios for certa assim, eles serão o futuro da arte de contar histórias (especialmente como ficção interativa) e por consequência meios inevitáveis para a produção de sentido”, avalia o discente.

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